TRANSLATE

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Chess King Learn Description for Mobile iOS and Android



Uma breve descrição para aplicações móveis na série Chess King. Chess King é o líder em educação da xadrez com mais de 50 aplicações em todas as áreas de xadrez, abertura, táticas e finais. Todos os aplicativos são totalmente interativo, com Chess King duplo controle de cada movimento com correção. Não só o primeiro passo você pode encontrar, mas as variações relevantes completas, explorando diferentes respostas dos adversários para melhorar a sua habilidade em qualquer situação. Você será solicitado para encontrar linhas adicionais e o programa irá mostrar-lhe refutações para feitas e erros mais comuns. Se precisar de ajuda, será oferecido sugestões. Você pode avançar em seu próprio ritmo com esses programas, vá para o nível ou tópico que você está interessado. Cada solução que você encontrar serão avaliadas e contribuirão para a sua classificação, para que todos possam ver quanto progresso que você fez. Através desta viagem, você vai se tornar um jogador melhor de xadrez de uma forma divertida e emocionante. Visite https://learn.chessking.com para mais informações. Saiba como aprender em qualquer lugar; com total apoio off-line. Chess King sincroniza resultados entre todos os seus dispositivos; Android, iOS e Web. Comece na web e continue a aprender no seu telefone. Compartilhe seus resultados com seu treinador.

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Jorge David comenta partida de Wei Yi 2015


Jorge David um prodigioso instrutor enxadrístico de 8 anos de idade, comenta partidas de grandes mestros e campeões de xadrez

domingo, 22 de outubro de 2017

Rainha de Katwe - Trailer - 24 de novembro nos cinemas


“Rainha de Katwe” é baseado na vibrante história verídica de uma jovem garota das ruas da região rural de Uganda, cujo mundo rapidamente se modifica quando é apresentada ao jogo de xadrez, e, como resultado do apoio que ela recebe de sua família e da comunidade, é imbuída da confiança e determinação de que precisa para correr atrás de seu sonho de se tornar uma campeã internacional de xadrez. Dirigido por Mira Nair com roteiro de William Wheeler, “Queen of Katwe” é produzido por Lydia Dean Pilcher, p.g.a. e John Carls, p.g.a. com Will Weiske e Troy Buder na produção executiva. No elenco do filme estão o ator indicado ao Globo de Ouro® David Oyelowo, a vencedora do Oscar® e indicada ao Tony Award® Lupita Nyong’o e a novata Madina Nalwanga.

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Como melhorar sua intuição - E jogar com mais eficiência

por

Algumas pessoas pensam que a intuição é mística, principalmente porque não são capazes de explicá-la. Outras relacionam a intuição com a sorte e associam bons resultados, com golpes de destino. 

Mas a realidade é que os cientistas que estudam o fenômeno nos explicam que é um fenômeno muito real e que pode ser identificado em experimentos de laboratório e visualizado nas tomografias de um cérebro.

Neste artigo, vou contar-lhe os segredos da intuição e como impulsioná-lo em face de seus jogos de xadrez.

A intuição está em todos os lugares e nos influencia diariamente em tomar nossas decisões. É uma variável que nos permite, "seguindo nosso coração", justificar nosso comportamento aparentemente irracional ou decidir sem esforço.


"Quando nossos antepassados ​​enfrentaram estranhos, aqueles que conseguiram discernir os sentimentos e as motivações dos recém-chegados, eram mais propensos a sobreviver".

Mas qual é a explicação científica da intuição? Parece que sua origem vem de respostas involuntárias do corpo (como a freqüência cardíaca) que estão ligadas a uma série de conexões cerebrais chamadas sistema X ou sistema rápido. Embora esta explicação não seja inteiramente definitiva, uma vez que a intuição é um fato multifacetado e envolve diferentes áreas do cérebro, como impulsos elétricos que são processados ​​em diferentes seções geométricas. No entanto, os cientistas estão começando a identificar as diferentes áreas do cérebro envolvidas no conhecimento intuitivo. Estudos de ressonância magnética mostram áreas completamente diferentes de ativação cerebral quando alguém fala sobre algo que tem uma grande experiência (por exemplo, um jogador de xadrez discutindo uma posição) na frente de um assunto em que ele tem apenas um conhecimento superficial (por exemplo, um jogador de xadrez falando sobre dançar, embora você nunca saiba!).

O que sua intuição lhe diz? Partida no final do artigo


As áreas do cérebro em que o conhecimento experiencial, chamado sistema X, também influenciam os mecanismos da cognição afetiva. As emoções, muitas vezes, manifestam-se no feedback do corpo, como mudanças na freqüência cardíaca e transpiração. Isso leva a um tópico de discussão chamado hipótese de marcador somático. A hipótese do marcador somático propõe que as pessoas muitas vezes "sintam" o conhecimento intuitivo através de mudanças em seu corpo antes de serem conscientes disso. Essa hipotese foi formulado por Antonio Damásio**.






Quando seu corpo fala com você

As pesquisas mostram que nosso instinto muitas vezes nos atinge primeiro em um nível visceral, o que nos diz o que precisamos saber muito antes de nossa consciência ser notada.

A este respeito, cientistas da Universidade de Iowa realizaram estudos utilizando como referencia a transpiração nas palmas das mãos. O que eles encontraram depois de monitorar os participantes em um jogo de cartas foi que suas mãos molhadas foram capazes de "prever" os maus resultados antes de se conscientizar da relação real de sua emoção com o desenvolvimento do jogo.

Joy Hichrs, PhD, diretor do Centro de Pesquisa Funcional de MRI no Centro Médico da Universidade de Columbia, mostrou que nosso cérebro reage com ansiedade a imagens de rostos que expressam medo, mesmo quando essas imagens estão escondidas tão rapidamente que não somos capazes de vê-los. A explicação é a seguinte: "A amígdala cerebelosa (não confundir com amígdalas salivar), que desempenha um papel importante no processamento emocional, é ativada em resposta a essas imagens, mesmo quando apenas 33 milissegundos se passaram, e não conseguiram se registrar em nossa consciência", diz Hirsch. Essa reação é devido às nossas origens iniciais: quando nossos antepassados ​​enfrentavam estranhos, aqueles que conseguiram discernir os sentimentos e as motivações dos recém-chegados eram mais propensos a sobreviver. Na mesma linha, a neurocientista Beatrice de Gelder diz: "Se você se encontra em uma situação que está deixando você nervoso, você pode ter descoberto um motivo de preocupação sem sequer saber disso".



Como melhorar a intuição?

Algum tempo atrás, enquanto conversava com um bom treinador e o Grande Mestre, eu perguntei: "Como os jogadores vêem mais de 2700 pontos?" A resposta foi: "É como se Deus lhes dissesse". Na verdade, a resposta destacou claramente a importância do subconsciente em decisões no alto nível competitivo. Esta é uma conseqüência de vários fatores, mas, essencialmente, de construir uma experiência relevante através da prática. A prática tem que ser deliberada, focada e envolver a experimentação e a tomada de riscos. Durante a prática, é necessário fazer previsões e formular expectativas sobre como as coisas acabarão. E, acima de tudo, temos que cometer erros - muitos deles.


"A intuição é a primeira peça que vejo". Anand.

Para aumentar a nossa intuição, devemos aprender a valorizar positivamente os nossos erros e os sentimentos negativos que os acompanham! Quanto mais exploramos através da prática, mais erros cometemos e, quanto mais erros, mais podemos aproveitar a construção de nossas intuições.


Algumas dicas para levar adiante sua intuição:

A meditação:
Existem muitas formas de meditação e todas são excelentes para acalmar a mente e aprender a se concentrar no presente. Alguns minutos de meditação diária podem aumentar sua capacidade de ouvir sua voz intuitiva. A meditação é como apagar o pavio de uma bomba. À medida que você se acostumar a estar em estado de meditação, você achará que é mais fácil e ouvir mensagens de dentro. Muitos apelam pra uma religião cristã, outros pelo budismo, etc**.

Deixe atrasar os julgamentos ao avaliar uma posição:
Às vezes, como no diagrama no início deste artigo, podemos deixar as idéias ou os lances candidatos para avaliar superficialmente uma posição e nos deixar guiar pelas primeiras impressões. A intuição é uma ferramenta de decisão válida, mas para escutá-la, devemos deixar a necessidade de controlar tudo.

Polivalência:
Sua intuição cresce quando você conhece múltiplas estruturas, aberturas, variantes ou manobras. Quanto menos rígido seu repertório e seu conhecimento, maior sua intuição.

Analise as combinações inspiradoras dos jogadores mais intuitivos da história

Quem são? A resposta é Kramnik, Anand, Smyslov, Tal, Capablanca, Petrosian. Em geral, os jogadores profiláticos e posicionais tendem a depender mais da intuição.

"Quanto maior o seu conhecimento, maior sua intuição" Kramnik.




Os benefícios do desenvolvimento da sua intuição

  • Ajuda a reduzir o estresse, identificando e tratando problemas de forma mais eficaz;
  • Liberta sua criatividade e imaginação;
  • Ele o coloca em contato com seu subconsciente e, portanto, ajuda você a descobrir verdades ocultas sobre você e as posições de um jogo de xadrez;
  • Isso ajuda você a tomar decisões melhores e mais inclusivas;
  • Melhore a saúde física, mental e emocional;
  • E, finalmente, a solução para o exercício que eu estava lhe perguntando no início, o que requer uma grande intuição, uma vez que não é fácil calcular todas as opções**.  





* fonte : Daniel Muñoz
** Nota do tradutor

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Temas Táticos no CT-Art 4.0!!! - Eliminando peças "cravadoras".


Pesquisando canais no youtube, encontrei um muito legal dando instruções de xadrez utilizando aplicativos da Chessking. Com narração e comentário de nosso grande ídolo do esporte, Anderson Loureiro grande instrutor e treinador de xadrez a quem admiro muito e sou fã de seu trabalho!

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

A Volta do Canal da Academia XadrezValle no YouTube


Mestre FIDE Adriano Valle Atual Campeão Brasiliense de Xadrez, 11 vezes Campeão Brasiliense de Xadrez, Artista Plástico e Publicitário.

É um grande treinador de xadrez, particularmente considero seus vídeo um dos melhores em lingua portuguesa, com grande excelência em didática e ensino

Projeto Xadrez na UFU


Chamada do projeto "Xadrez na UFU", projeto promovido pelo Instituto de Letras e Linguística, pela PROEX e pela Universidade Federal de Uberlândia. O projeto tem por finalidade promover a prática do xadrez entre os integrantes da comunidade acadêmica local e também da comunidade externa, por meio da realização do 1º Curso de Xadrez da UFU e do 1º Torneio Aberto de Xadrez da UFU. Para saber mais sobre o projeto acesse www.ileel.ufu.br/xadreznaufu.

CAMPEONATO MUNDIAL DE XADREZ

Liceu Piauiense comemora aniversário de 172 anos

Liceu Piauiense comemora aniversário de 172 anos: A secretária Rejane Dias participou da comemoração.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

PARA RESTABELECER A DIGNIDADE NO XADREZ


Crônicas do Xadrez cap. - I

por Roberto Telles de Souza


A partir de agora, toda semana estarei publicando as famosas crônicas sobre xadrez do nosso grande amigo e entusiasta de nosso esporte o Árbitro Internacional Roberto Telles de Souza


https://4.bp.blogspot.com/-yzziePgGqVk/V42K98ZAWlI/AAAAAAAAEHM/StH5SNhX3qYoO_yBF84oFyGsD4QlHcZ0gCPcB/s200/wil.png
 Confederação Brasileira de Xadrez, Licença: 5700568643 ID nº.77
https://media.licdn.com/media/AAEAAQAAAAAAAANrAAAAJGM2ZjQwMmNkLThiNzAtNDBmNC1iOGRjLTJhODRiOWE5NWNkZg.png



https://4.bp.blogspot.com/-AvoahtcvFiA/WDgYV1gMiWI/AAAAAAAAE1g/RK7H4c3idG8H7oDqb5VY-fiyWY05y99ZgCLcB/s320/conteudo_sub_24957_32802_1_1.jpg


CRÔNICAS DE XADREZ 





PARA RESTABELECER A DIGNIDADE NO XADREZ


É bem verdade que eu não jogo bem xadrez, mas o que fizeram comigo num torneio é caso de polícia. Pensei até mesmo em abandonar o xadrez definitivamente. 


Combinei com quatro amigos, meu irmãozinho e eu, e fomos jogar um torneio aberto em São Sebastião do Paraíso.



Foram mais de seis horas de viagem. Tudo deu errado naquele dia. Furou um pneu do Golzinho, choveu e, além de tudo, quando chegamos lá, percebemos que o dinheiro que levamos era bem pouco. Ou fazíamos a inscrição ou não teria almoço, lanche, nada.

Tínhamos que guardar para a gasolina. Mas tudo bem, quem gosta de xadrez sabe como é o vício. 


O torneio começou com mais de uma hora de atraso, o que já mostra a desorganização. Ficamos esperando o sorteio para ver com quem cada um de nós jogava.


O mandachuva, um tal de Gelson, um baixinho magrinho de óculos e mal encarado foi, logo de cara, dizendo que não tinha essa história de sorteio. Vejam que absurdo, disse que os mais fortes jogariam com os mais fracos na primeira rodada. Ali já dava para prever que estava tudo combinado. 


A roubalheira começou. Tinha prêmio em dinheiro, mas a gente não estava preocupada com isso. Só queríamos jogar honestamente. Caí com um cara que falou que tinha um negócio da FILDE, nem sei o que é isso, mas parece que é “ranking”. Perdi, o cara jogava muito bem. Não liguei para essa derrota. Nem imaginava ainda o que estava para acontecer. 


Eles não deixavam ninguém se aproximar do computador. Estava na cara que tinha alguma maracutaia. 


Depois de mais de meia hora, mais uma vez a rodada atrasou, saiu o tal de "parceiramento”, onde dizia quem jogava com quem. Era só o que faltava, puseram quatro de minha cidade para jogar entre si. Tudo isso para que as nossas chances de ganhar um prêmio fossem menores. 


A gente só queria se divertir, mas não ser tratados como palhaços. Resolvemos empatar, pois não tem graça viajar tanto para jogar com os colegas da própria cidade. Até o fim dessa rodada nenhum dos jogadores da minha cidade tinha conseguido uma vitória. 


Desculpem-me pela história longa, mas têm algumas coisas que irritam e nos magoam e a gente precisa desabafar. Na hora que afixavam o novo “parceiramento” numa parede, os jogadores formavam um bolo para ver com quem iriam jogar. Nem é preciso falar que os jogadores das primeiras mesas não estavam nem aí com o emparceiramento. Perguntei a um deles se não tinha curiosidade em saber o nome do adversário. Respondeu cinicamente que já sabia antes mesmo do computador.


A marmelada era visível. Tentei reclamar com o baixinho, mas não adiantou. Mandou-me para a mesa e ainda disse que eu era inconveniente. Por pouco não apelei. Fui desanimado para o jogo e, logicamente, perdi mais uma vez. Não via a hora de ir embora daquele torneio de ladrões. Foi assim até o fim, roubo após roubo. 



Na premiação, que só fiquei porque meu irmãozinho queria ver, não deu outra, o pessoal favorecido das primeiras mesas levou todos os melhores prêmios. Para nós só sobrou raiva e decepção. 


A Federação de Xadrez do Brasil, e a Mineira também, têm que tomar algumas enérgicas providências contra esses jogadores desonestos, que envergonham o xadrez brasileiro. Fica aqui meu protesto. Espero que haja as cabíveis punições para que não ocorra no nosso meio o que já ocorre em Brasília.

https://4.bp.blogspot.com/-cx3RbzxDPNQ/WDgYcxN51bI/AAAAAAAAE1k/cY_6qkCznPU_hgj2vF84xZBZ2UCpvte3gCLcB/s1600/telles_bio.jpg


Autoria: Roberto Telles de Souza (Árbitro Internacional)

O SENHOR DO TEMPO

O SENHOR DO TEMPO
Crônicas do Xadrez cap. - VI

por Roberto Telles de Souza
Toda semana postamos aqui as famosas crônicas sobre xadrez do nosso grande amigo e entusiasta de nosso esporte o Árbitro Internacional Roberto Telles de Souza


https://4.bp.blogspot.com/-yzziePgGqVk/V42K98ZAWlI/AAAAAAAAEHM/StH5SNhX3qYoO_yBF84oFyGsD4QlHcZ0gCPcB/s200/wil.png
 Confederação Brasileira de Xadrez, Licença: 5700568643 ID nº.77
https://media.licdn.com/media/AAEAAQAAAAAAAANrAAAAJGM2ZjQwMmNkLThiNzAtNDBmNC1iOGRjLTJhODRiOWE5NWNkZg.png



https://4.bp.blogspot.com/-AvoahtcvFiA/WDgYV1gMiWI/AAAAAAAAE1g/RK7H4c3idG8H7oDqb5VY-fiyWY05y99ZgCLcB/s320/conteudo_sub_24957_32802_1_1.jpg
Por Roberto Telles de Souza


O SENHOR DO TEMPO
https://1.bp.blogspot.com/-9Koy8eqmYVE/WLr86wwjURI/AAAAAAAAFa0/bWI6qRLMnrsfaQqQL89GwNltVSxvaqhtACLcB/s1600/xadrez_1.gif

Figura obrigatória nas competições, o relógio de xadrez cria dificuldades adicionais para os jogadores, porém sua utilização é imprescindível. No passado, um jogador chegava a demorar horas, ou até dias, segundo alguns registros, para fazer seu lance, ora por preciosismo, ora pela complexidade de uma posição, ou até mesmo como tática antiética para desestabilizar o adversário, criando-se assim a necessidade de se controlar esses abusos. O relógio veio para solucionar o problema. Mas, como já é de domínio público, toda solução gera novos problemas. Essa é a dialética das estratégias humanas. Com o relógio não foi diferente.

https://1.bp.blogspot.com/-Yl8odZTzbSo/WLr9A-xn7qI/AAAAAAAAFa4/IYgrF2bw8VAMlC9MgnyYVb1ALrO5xNsnACLcB/s320/download.jpg

A pressão exercida pelo tempo exige nervos de aço dos competidores. Não é fácil, por exemplo, encontrar uma sequência de dez, vinte lances, em menos de trinta segundos ou menos. Alguém mais crítico poderia dizer: “– Oras, o tempo é igual para os dois enxadristas, não havendo assim nenhuma injustiça”.

https://1.bp.blogspot.com/-Qly77vrKAT4/WL1QjsF8M0I/AAAAAAAAFbQ/X15_1UBdmJ0_380KilmxaypsPfELXJm9ACLcB/s320/depositphotos_31143359-stock-photo-businessman-stealing-the-clock.jpg


Alguns relógios, porém, principalmente os analógicos, apresentam defeitos que podem eventualmente prejudicar ou favorecer um dos competidores, quando esse problema não é percebido. No caso do problema ser notado, chama-se o árbitro e alguma medida saneadora será aplicada, com a devida correção do tempo. Existem até normas oficiais que regulamentam essas situações.

https://1.bp.blogspot.com/-vLUHHbwFAgs/WL1QoytjdoI/AAAAAAAAFbU/0Y-buY0o7Sg6S40aw831LsYING28wI25QCLcB/s320/ads_dw8.jpg

Por muitos anos, um enxadrista paulista recorreu a uma criativa atitude desonesta. Confessou a um outro jogador, ao final de um torneio, que sempre levava dois relógios aos torneios. Com o auxílio de um hábil relojoeiro, alterou o funcionamento desses relógios para que em um dos mecanismos, o tempo fosse mais acelerado e, no outro, um atraso calculado para a devida compensação, de tal forma que a soma dos tempos acompanhasse o tempo das demais partidas. Usava um dos relógios quando jogava de brancas e outro, com as negras.

https://3.bp.blogspot.com/-3GWk0a9gPz0/WLr-TDtaDkI/AAAAAAAAFbA/hqEh2mmblhMOKa82deFPMYTebS516kdXwCLcB/s320/Chess-and-time.jpg

Hoje, a bem do xadrez, o “Senhor do Tempo” já não disputa torneios oficiais. O escritor argentino Julio Cortazar escreveu:
“nenhum homem do mundo usa relógio. São os relógios que usam os homens do mundo”.



O Senhor do Tempo, desvirtuando a proposição filosófica,usou o tempo de seus, nada semelhantes, adversários.


https://4.bp.blogspot.com/-cx3RbzxDPNQ/WDgYcxN51bI/AAAAAAAAE1k/cY_6qkCznPU_hgj2vF84xZBZ2UCpvte3gCLcB/s1600/telles_bio.jpg


Autoria: Roberto Telles de Souza (Árbitro Internacional)

O SAUDOSO CARIOCA


Crônicas do Xadrez cap. - IV


por Roberto Telles de Souza
Toda semana postamos aqui as famosas crônicas sobre xadrez do nosso grande amigo e entusiasta de nosso esporte o Árbitro Internacional Roberto Telles de Souza


https://4.bp.blogspot.com/-yzziePgGqVk/V42K98ZAWlI/AAAAAAAAEHM/StH5SNhX3qYoO_yBF84oFyGsD4QlHcZ0gCPcB/s200/wil.png
 Confederação Brasileira de Xadrez, Licença: 5700568643 ID nº.77
https://media.licdn.com/media/AAEAAQAAAAAAAANrAAAAJGM2ZjQwMmNkLThiNzAtNDBmNC1iOGRjLTJhODRiOWE5NWNkZg.png



https://4.bp.blogspot.com/-AvoahtcvFiA/WDgYV1gMiWI/AAAAAAAAE1g/RK7H4c3idG8H7oDqb5VY-fiyWY05y99ZgCLcB/s320/conteudo_sub_24957_32802_1_1.jpg


CRÔNICAS DE XADREZ 



O SAUDOSO CARIOCA

Por muito tempo, em Piracicaba, no interior paulista, um enxadrista, que gostava de ser chamado pelo seu apelido “Carioca”, embora, segundo as conversas, nunca tivesse conhecido ou visitado o Rio de Janeiro, marcou época no clube de xadrez local. Frequentador assíduo, jogava apenas partidas relâmpagos. Ia ao clube todas as tardes e noites, além dos fins de semana, é óbvio. Devia ter seus 60 anos quando começou a fazer parte da associação e jogou ali até aproximadamente 75. Foram quinze anos de intensa diversão. 



Além de nunca ter pago uma única mensalidade de associado do clube, fingia sistematicamente não reconhecer a nenhum dos demais frequentadores. Quando cobrado, dizia: - Depois, acerto tudo numa vez. Entrava no clube e, ao perceber que um sócio não estava jogando, dizia com certa euforia: – Oh, amigo! Jogas xadrez? – mesmo que já tivesse jogado anteriormente mais de cem partidas com esse mesmo adversário.
No jogo, seu comportamento era estranhíssimo. O Carioca coçava, coçava mesmo, os dentes quando se sentia inferior na partida. Quando se sentia superior numa posição, lançava seu braço direito para trás do encosto da cadeira, entortava o corpo, esticava o braço com a mão espalmada para que outros jogadores presentes percebessem que estava “ganho” na posição e, ainda, fazia uma cara de "indignado" com o não abandono do adversário. Caso vencesse, impedia que o derrotado desarrumasse as peças, conservando a posição vitoriosa até que outros enxadristas olhassem para o tabuleiro e observassem o resultado de suas partidas “imortais”, ou melhor, imortalizadas por ele mesmo. O diagrama de registro da vitória tinha que ser a prova contundente de que ele jogava “bem”. Nem é necessário comentar o que ocorria quando perdia, pois além de sua costumeira pressa em repor as peças para iniciar uma nova partida, invariavelmente dizia alguma frase similar a esta: - Você me confundiu quando fui recompor a posição, naquela hora em que você derrubou peças no tabuleiro". Detalhe: nunca observei um único adversário do Carioca derrubando peças, mesmo que acidentalmente.

Tomava mais de uma peça num único movimento. Chegou ao cúmulo de subtrair uma peça do adversário enganchando furtivamente o queixo do cavalo inimigo no punho de sua camisa de manga comprida. Tem mais, deixava suas peças já capturadas bem próximas às laterais do tabuleiro para recolocá-las em jogo nos momentos em que ocorria uma sucessão de lances rápidos. Eliminava, com ágeis movimentos das mãos, os incômodos peões laterais do adversário através de gestos precisos e calculados e, também, “reorganizava” a posição, segundo os seus interesses, alegando que o adversário fez um lance irregular, enfim era um terror enfrentá-lo.
Nos minitorneios, os mais experientes ignoravam esses gigantescos deslizes e omitiam críticas, pois, repetidamente, venciam o folclórico enxadrista e também suas artimanhas. Jogadores adultos, de força média, evidenciavam indignação, enquanto crianças eram iludidas e não percebiam essa “técnica” diferenciada de se jogar xadrez. Se houvesse intervenção do árbitro em suas partidas, o que apenas ocorria por solicitação de seus adversários, simulava uma rápida “reconstituição” da posição, alterando propositalmente a colocação das peças, chegando mesmo a incluir peças que perdera anteriormente, ou então eliminando peças de seu oponente, tornando impraticável qualquer avaliação pelo árbitro. Sempre dizia ao árbitro: - Eu ganhei a partida, ou, então, ela tem que ser anulada, pois foi o meu adversário que fez toda a confusão. Costumeiramente, o árbitro nada dizia, mas anotava a vitória para o oponente do folclórico jogador, mesmo porque o Carioca nunca se importava em saber sua classificação.

Curiosamente os sócios mais assíduos divertiam-se dissimuladamente com aquele comportamento inusitado, com o Carioca fazendo questão de ignorar a todos. Ao final de cada período de jogo, saía sorrateiramente sem se despedir de ninguém. No dia seguinte, voltava e mais uma vez, ao notar que algum associado não estivesse jogando, dizia: – Oh, amigo! Jogas xadrez?

O Carioca faz muita falta.

https://4.bp.blogspot.com/-cx3RbzxDPNQ/WDgYcxN51bI/AAAAAAAAE1k/cY_6qkCznPU_hgj2vF84xZBZ2UCpvte3gCLcB/s1600/telles_bio.jpg


Autoria: Roberto Telles de Souza (Árbitro Internacional)

O QUADRADO MÁGICO


Crônicas do Xadrez cap. - XIX

por Roberto Telles de Souza
Toda semana postamos aqui as famosas crônicas sobre xadrez do nosso grande amigo e entusiasta de nosso esporte o Árbitro Internacional Roberto Telles de Souza


https://4.bp.blogspot.com/-yzziePgGqVk/V42K98ZAWlI/AAAAAAAAEHM/StH5SNhX3qYoO_yBF84oFyGsD4QlHcZ0gCPcB/s200/wil.png
 Confederação Brasileira de Xadrez, Licença: 5700568643 ID nº.77
https://media.licdn.com/media/AAEAAQAAAAAAAANrAAAAJGM2ZjQwMmNkLThiNzAtNDBmNC1iOGRjLTJhODRiOWE5NWNkZg.png



https://4.bp.blogspot.com/-AvoahtcvFiA/WDgYV1gMiWI/AAAAAAAAE1g/RK7H4c3idG8H7oDqb5VY-fiyWY05y99ZgCLcB/s320/conteudo_sub_24957_32802_1_1.jpg
Por Roberto Telles de Souza


O QUADRADO MÁGICO
Aos nove anos de idade, meu pai, que era carteiro, surpreendeu-me ao descer de sua bicicleta carregando uma caixa de madeira, dizendo-me que era meu o presente. Trouxe-me um jogo de xadrez, bastante usado, cujas peças eram bem simples, toscas, mas nem por isso destituídas de encanto. Um dos cavalos estava lascado. Em outro, a parte superior não se encaixava na inferior, pois o pino de sustentação encontrava-se gasto. O prazer de ter recebido o presente superava a qualquer eventual defeito que encontrasse.

Empolgado, perguntei-lhe como se jogava aquilo. Pediu que aguardasse, pois se sentia exaurido pelo trabalho e necessitava se recuperar daquele doído período de tempo, da eterna luta pela sobrevivência. Jamais o vi se lamentando.


Passei um longo tempo a observar cada uma das peças, seus poucos detalhes, a sujeira impregnada, os vincos e sulcos que resistiram no desgastado verniz, enfim, permaneci ali indiferente aos demais estímulos, pois sabia que recebera um convite para viajar por um mundo mágico e misterioso. Anteriormente já havia presenciado dois senhores jogando xadrez numa barbearia, serenos, inebriados com o magnético encanto do jogo, que eu sabia ser enigmaticamente fascinante, mas ainda não podia compartilhar desse universo, distante de minha ingênua capacidade de compreensão.

Faltava um “quadrado” para colocar as peças. Apenas depois de algum tempo, descobri que o nome correto é tabuleiro. Por que meu pai não o trouxera? Será que a alma boa que lhe doara as peças esquecera-se do tabuleiro? Ansioso, logo me livrei dessas preocupações circunstanciais e decidi fazer o “quadrado”. Talvez pudesse desenhá-lo na terra ou então procurar uma tábua bem grande, mas essas fórmulas apresentavam algumas dificuldades intransponíveis. Pensei também em pedir ao meu pai para que comprasse uma caríssima folha de cartolina. Sabia da impossibilidade. Iluminado por alguma energia mística, inventei, ou descobri, a melhor forma de criar um tabuleiro. É isso! Cortaria pequenos quadradinhos de papel branco, de folhas do caderno de desenho e colaria, com cola de trigo, esses quadradinhos numa folha de jornal. Assim, a parte escrita, em baixo-relevo, seriam as casas pretas. Em pouco tempo o “quadrado” para o jogo estava pronto. Com uma tesoura delimitei as margens. Orgulhoso, chamei meu pai para ver aquela obra de arte. Olhou para a minha produção estética com um olhar de reprovação e disse – “Dez por dez, acho que não é bem assim”. Com muita paciência e, principalmente com a tesoura, corrigiu o pequeno defeito. Oito por oito, esse era o número certo, mas isso era apenas um desprezível detalhe. Quantas são as correções deste mundo, que não nos levam a nada.

Foi posicionando as peças em seus respectivos lugares, alertando-me que havia uma disposição correta para as mesmas. Ele conhecia superficialmente as regras, porém demonstrava um sutil respeito pelo jogo. Até hoje, tenho a impressão que joguei as primeiras partidas no tabuleiro com a diagonal invertida, mas quantas são as inversões que nos escravizam no quadrado das injustiças e das imponderáveis adversidades desta vida. Faltavam dois peões pretos e um branco. Nenhum dos reis conservara as cruzes, mas nem por isso perderam a majestade. E agora? Como jogar sem as peças que faltavam.

Pacientemente, meu pai foi buscar algumas rolhas de champagne, que trazia da rua, e com elas esculpiu rapidamente os peões. Aprendi que só improvisa quem não tem. Tingiu dois deles de preto, com extrato de nogueira. Demorou uma eternidade para secar, mas consegui sobreviver. O tempo sempre parece conspirar quando estamos próximos da realização de nossos maiores desejos.


Explicou-me o movimento das peças e tentou me explicar também o que era xeque-mate. Essa última parte não entendi muito bem, mas isso era desnecessário para alguém que não via a hora de se aventurar por aquele fantástico “quadrado”. Certamente não percebia que estava diante de um microcosmo, a vida metaforizada no intrincado mundo dos movimentos, sejam eles lógicos ou incoerentes, onde somos, a cada momento, obrigados a tomar nossas decisões, pressionados pelo cruel senhor Tempo, conscientes de que seja qual for a decisão, sempre haverá um custo e pouco espaço para lamentações. No tabuleiro, em raros momentos experimentamos o poder divinal, enquanto em outros, somos apenas marionetes manipuladas pelos sutis fios de nossas prisões e bloqueios. Passei gradativamente a compreender que jogar xadrez significa ficarmos cara a cara com a nossa verdade, ainda que de mentirinha.

https://4.bp.blogspot.com/-cx3RbzxDPNQ/WDgYcxN51bI/AAAAAAAAE1k/cY_6qkCznPU_hgj2vF84xZBZ2UCpvte3gCLcB/s1600/telles_bio.jpg


Autoria: Roberto Telles de Souza (Árbitro Internacional)

Dundy - EUA vs Instrutor Willian - BRA

Jogue com o Fritz

Ataque Grob - Crianças nunca façam isso!!!!

O Xadrez é algo mais do que um jogo; é uma diversão intelectual que
tem um pouco de Arte e muito de Ciência. É, além disso, um meio de
aproximação social e intelectual. (GM J. R.Capablanca, ex-campeão
Mundial)