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sexta-feira, 16 de junho de 2017

Entrevista com o MN Nery Junior


MN Nery Junior

O mestre nacional Nery Junior fala sobre suas expectativas da modalidade xadrez no país, a socialização através do ensino do nosso nobre esporte e projetos sociais envolvendo o jogo.

Formado em Gestão Financeira e Processos Gerenciais, atualmente se encontra finalizando as graduações em Marketing que termina em dezembro, e outra em Educação Física.

IR Willian: Você também atua no xadrez como professor, como funciona seu método de ensino e como atua na área?

MN Nery Jr.:Tenho uma micro empresa que atua no ramo de ensino em xadrez, trabalho exclusivamente com treinamento online (maior parte do tempo) e presencialmente em um Clube de Minas Gerais na cidade de Uberlândia,
meu método de ensino se baseia no desenvolvimento do cálculo, tática, analises das próprias partidas desenvolvendo o repertório do aluno e sua Psicologia.




IR Willian: Quando começou a jogar xadrez?
MN Nery Jr.: Eu comecei a jogar e estudar xadrez com 15 anos 

IR Willian: Quais as principais conquistas no esporte e a que mais marcou?
MN Nery Jr.: Fui campeão no Campeonato Brasileiro Amador, em outra edição deste torneio em 2014, fiquei 3º luga, porém sem perder nenhuma partida.  Também sou campeão no Mineiro Rápido Absoluto, Brasiliense Rápido Absoluto, e ja participei de vários IRTs aberto e Fechado em varias localidades do Brasil, joguei em alguns paises da America do Sul como Argentina, Paraguai, Uruguai e Bolivia.

O GM Mequinho e sua proverbial eloquência em
relação a sua derrota para o MN Nery Jr. 
(detalhe: Nery Jr. tinha quase 600 ELOs
a menos que o Grande Mestre)

MN Gerson Perez e MN Nery Jr.



IR Willian: Qual a sua opinião sobre o desenvolvimento das atividades de xadrez no Brasil? Pode justificar de acordo com sua visão em marketing? 
MN Nery Jr.: Eu já fiz uma pesquisa que aponta um total ativo de apenas 50 mil jogadores de xadrez, entre profissionais e amadores, isso representa cerca de 0,5% de toda população brasileira.
Quanto a minha referencia do marketing, considero o xadrez uma área muito promissora! Em todos os aspectos, porém para conhecimento de coisas básicas do nosso nobre jogo, mal existem uma explicação decente nas buscas pelo Google em português.
Quase não existem trabalhos sobre meio jogo e finais, por exemplo, disponíveis. 

IR Willian: O que acha do livro "Peões Mágicos" de Herman Claudius? Existe outro material parecido no Brasil?
Então, no meu ponto de vista são raros trabalhos bons exatamente como esses que temos, um dos motivos que existe muito a ser explorado.

Para entrar em contato com o mestre e aderir suas aulas, envie email para neryxadrez@gmail.com ou envie uma mensagem através do whatsapp 34 9 9272 8551




quarta-feira, 14 de junho de 2017

Criador do CT-Art



Maxim Blokh nasceu em Moscou, em 1960 e faleceu em 19 de agosto de 2016. Ele participou de competições de xadrez a partir dos 9 anos de idade. O seu melhor resultado em competições é o segundo lugar no campeonato de Moscou 1992 (Detalhe: Morozevich ficou em primeiro lugar).

Desde 1985 participou em competições de Xadrez Epistolar (um forma de xadrez por correspondência, em é usado uma notação específica: Notação Epistolar). Em 1998 obteve o título mestre ICCF (em inglês International Correspodence Chess Federation acesse www.iccf.com, no Brasil a principal organização nessa modalidade é o "Clube de Xadrez Epistolar Brasileiro"), e sua última classificação ICCF é 2.620

Maxim Blokh trabalhou como treinador de xadrez em Moscou nos últimos 20 anos. O GM Alexander Grishchuk foi seu aluno dos 6 aos11 anos.


Maxim Blokh colaborou com a Convekta Ltda. na criação de vários softwares de xadrez desde 1992.



Escreveu vários livros sobre xadrez:
“1200 combinações”, Moscou 1992
“A arte da combinação”, Seattle 1994
“Primer de xadrez”, Moscou, 1997
“Motivos de Combinações”, Moscou de 2000
“600 combinações”, Moscou de 2001
“As aberturas 1.e4 e a defesa francesa”, Moscou também de 2001

Maxim Blokh nos deixou um grande legado! Ele criou o famoso CT-Art, pela Convekta. Os programas são vendidos numa versão anterior no site ChessOk, a nova marca criada pela equipe: "ChessKing" é responsável por popularizar todos os programas com "armazenamento na nuvem", o exemplo disso são os aplicativos para portáteis IOS e Android e as versões para Web que são os mais atualizados, e pode ser feito um cadastro para acessar os cursos no site https://learn.chessking.com/

A empresa (Convekta, Chessok, ChessKing é a mesma equipe) trabalha atualmente se dedicando a nova marca "Chessking" sendo os programas destas nova série os mais atualizados e paulatinamente irá trabalhar no futuro, somente com programas online, mas continuam gerando receitas pelos antigos programas através do site "ChessOk"















segunda-feira, 12 de junho de 2017

FÉLIX SONNENFELD
Crônicas do Xadrez cap. - XVIII

por Roberto Telles de Souza
Toda semana postamos aqui as famosas crônicas sobre xadrez do nosso grande amigo e entusiasta de nosso esporte o Árbitro Internacional Roberto Telles de Souza


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 Confederação Brasileira de Xadrez, Licença: 5700568643 ID nº.77
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Por Roberto Telles de Souza


FÉLIX SONNENFELD
Tive o privilégio de conviver com esse gênio, no início dos anos setenta, mais precisamente a partir de 1.972, em Peruíbe, cidade litorânea paulista.


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Na época tinha 22 anos de idade e iniciava minha vida de árbitro em eventos internacionais. Convidado pelo João Miguel, diretor da Academia de Xadrez Capablanca e ex-interventor da Federação Paulista de São Paulo, sob a direção do Félix, auxiliei na organização e realização de competições internacionais importantes, ao menos para a época.

No chamado Circuito das Águas, de Lindóia, da Prata, Poços de Caldas, Araxá, São Lourenço, vários jogadores de expressão participaram, principalmente pelo respeito que evidenciavam pelo Félix. Entre eles, pode-se destacar Oscar Panno, Quinteros, Eugênio Torre, entre os grandes mestres.

O Félix, além de reconhecido mundialmente por problemas de xadrez, principalmente mate-ajudado e solucionismo, campeão mundial, era um competente árbitro e foi o introdutor do Anexo II, da FIDE, forma inovadora de aplicação do emparceiramento em Sistema Suíço, engenharia de competição responsável pela democratização do xadrez, pois possibilita que os participantes se desloquem por significativas distâncias sem que haja o risco de eliminação de eventos, além de possibilitar uma aproximação com os mais destacados enxadristas.

Líder por natureza, Sonnenfeld exercia seu papel na quixotesca luta pela massificação do xadrez de maneira singular, pois agia com dignidade em suas decisões.

Objetivo e sistemático, nem por isso arrogante, ampliava sistematicamente o seu círculo de amigos e admiradores.

Foi a partir desse exemplo que me tornei árbitro, mais por contribuir com o crescimento da modalidade, que pelo exercício do poder de decisão.

Félix Sonnelfeld viverá definitivamente em nossa memória como referência positiva de vida e de vida enxadrística.

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Autoria: Roberto Telles de Souza (Árbitro Internacional)

segunda-feira, 5 de junho de 2017

ENTREVISTA COM UM PEÃO LATERAL
Crônicas do Xadrez cap. - XXI

por Roberto Telles de Souza
Toda semana postamos aqui as famosas crônicas sobre xadrez do nosso grande amigo e entusiasta de nosso esporte o Árbitro Internacional Roberto Telles de Souza


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 Confederação Brasileira de Xadrez, Licença: 5700568643 ID nº.77
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Por Roberto Telles de Souza


ENTREVISTA COM UM PEÃO LATERAL
Pergunta: Como você se define?

Resposta: Para falar a verdade, sou apenas um súdito da realeza e uma ovelha de Deus. Tenho outros sete irmãos, cada um com o seu rumo de vida específico. Além deles tenho a graça de ter a proteção da nobreza, cuja função é nos defender das adversidades, além de nos dar um pedacinho de chão para poder realizar, com dignidade, a nossa provação. Sei que tenho que cumprir resignadamente o destino por Deus traçado, porque viver virtuosamente é viver de acordo com as sagradas escrituras. O que chamam de livre-arbítrio nada mais é que abandonar o caminho que Deus nos traçou. Aceitar toda e qualquer injustiça sem blasfemar, seguramente abre a porta para o Paraíso.

Pergunta: Qual seria esse seu “destino”?

Resposta: Deus é tão bom que me tirou dos campos de batalha. Minha função, ou meu destino, é inicialmente proteger o castelo do Rei e se, posteriormente, for da vontade dele, protegê-lo diretamente. Isso ocorre quando para sua segurança, Sua Majestade opta por ficar próximo a mim. Quer maior honra que essa, ser escolhido por ele e morrer para preservá-lo, se necessário.

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Pergunta: Essa sua total devoção ao Rei, embora seja seu direito de escolha, não é passível de crítica por parte daqueles que questionam a legitimidade desse poder absoluto da realeza?

Resposta: Existe uma pequena imprecisão na análise desses “fariseus”, pois criticam a nobreza por total desconhecimento dos desígnios divinos. Lembro-me a todo instante de que o poder real tem origem divina, pois se trata de um dom e de uma graça recebida diretamente do Céu. Mesmo porque cabe aos seguidores das leis de Deus, respeitar a vontade D’Ele.

Pergunta: Para encerrar nossa entrevista, o que você pensa criticamente dessa sua situação, sem considerações de ordem religiosa?

Resposta: Sou muito feliz por anonimamente ter a função de cuidar do castelo de Sua Majestade. Além disso estou próximo da Cavalaria, que sabidamente dignifica a nobreza, por sua coragem e honradez. Longe das grandes batalhas, só tenho a agradecer por essa minha privilegiada missão. Glória maior ocorre quando posso morrer pela vida de meu soberano. O que dizer então quando o Rei se aproxima de mim, um reles plebeu, confiando em minha lealdade e capacidade de defendê-lo. Essa é a melhor forma de expressar meu reconhecimento à Sua Majestade, por ter me possibilitado viver e até morrer em suas terras. A morte, como mártir, é uma glória maior para um súdito, que sempre acreditou na origem divina de todo poder. Só resta repetir o nosso eterno pedido: “Deus salve o Rei!”.
Entrevista com um peão central
Pergunta: Como você se define?

Resposta: Para falar francamente, sou apenas um súdito da realeza. Tenho outros sete irmãos, cada um com o seu rumo de vida específico. Raramente nos encontramos, salvo, é claro, quando por circunstâncias óbvias, temos a chance de nos ver devido a regras do “destino” que nos determinam uma existência mais próxima. Chegamos até mesmo a nos defender em razão de nossa debilidade de poder, mas não raramente algum dos irmãos fica abandonado, isolado, sem proteção nenhuma. Particularmente, eu tenho uma vida, parcialmente privilegiada, pois, como peão central, tenho a possibilidade de observar muita coisa, embora não por muito tempo, pois sou descartado, quase sempre, em função de interesses muito além de minha capacidade de intervenção política.
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Pergunta: Como assim, “descartado”?

Resposta: Ora sacrificam-me pura e simplesmente como massa de manobra, para conquistar espaço e tempo, pois você sabe como são essas guerras da realeza. Ora sou trocado por um pobre infeliz, igual a mim, outro coitado que apenas existe para atender o interesse dos dominantes e opressores. Algumas vezes sou esmagado pela cavalaria do exército inimigo, ou até mesmo por seus representantes ideológicos.

Pergunta: Essa sua linguagem marxista não é um pouco incoerente? Afinal de contas, se você superar a todos os obstáculos, irá se transformar em um membro da realeza, mudando de categoria social.

Resposta: Existe uma pequena imprecisão em sua análise, permita-me dizer, porque ao ser promovido, o peão realmente altera seu status, muda de estamento, sendo essa uma possibilidade teórica que, na maioria esmagadora das vezes, não ocorre. As batalhas terminam sem que haja uma única promoção, porém mesmo que isso ocorresse seria apenas mais uma manipulação ideológica para manter os peões esperançosos e alienados, aguardando que a salvação venha dos céus ou de alguma atitude magnânima dos soberanos. Interesses supra-racionais e mesquinhos definem as decisões dos opressores, que tudo fazem para manter o status quo.

Pergunta: Para encerrar nossa entrevista, o que você pensa criticamente dessa sua situação?

Resposta: Querem nos fazer acreditar que deuses manipulam nossos movimentos, entretanto está mais do que óbvio que todas essas justificativas são falsas, pura construção ideológica para nos manter reféns de um odioso poder absoluto dos reis, que nos exploram impiedosamente para se eternizarem em seus tronos, pois, em última análise, seguem, a exemplo dessas divindades, também imortais. Isso só reforça a idéia de que é a existência real que nos determina a consciência, e não o inverso. Chegará o dia em que os peões unidos jamais serão vencidos...

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Autoria: Roberto Telles de Souza (Árbitro Internacional)

sexta-feira, 2 de junho de 2017

EMPATAR OU VENCER
Crônicas do Xadrez cap. - XXVIII

por Roberto Telles de Souza
Toda semana postamos aqui as famosas crônicas sobre xadrez do nosso grande amigo e entusiasta de nosso esporte o Árbitro Internacional Roberto Telles de Souza


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 Confederação Brasileira de Xadrez, Licença: 5700568643 ID nº.77
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Por Roberto Telles de Souza

EMPATAR OU VENCER

Breve reflexão sobre a natureza do jogo de xadrez
As relações dimensionais das figuras geométricas existem independentemente da descoberta dos matemáticos e geômetras.

Assim, a relação pitagórica do triângulo retângulo é anterior à captação dos estudiosos. Cabe ao esforço humano revelar essa e outras relações lógicas pré-existentes. O ser humano carrega a possibilidade de garimpar e extrair a validade dos conhecimentos universais por meio da reflexão.

Nesse sentido, não inventa, nem cria, apenas descobre. Descobrir é remover a cobertura. Michelangelo, por exemplo, negou ter esculpido uma exuberante estátua. Argumentou que apenas libertara a forma que se encontrava aprisionada no bloco de mármore. Talvez o xadrez, ainda que criação humana, compartilhe analogicamente desse processo.  

Não há ainda uma resposta definitiva sobre um possível determinismo subjacente a esse jogo, ou seja, se uma partida jogada com perfeição estaria condenada ao empate ou à vitória das brancas, ou mesmo à das negras. A análise computacional provavelmente dará uma resposta a essa intrigante questão, em breve espaço de tempo.

Mas, indiferente de alguma conclusão definitiva, estudar xadrez é buscar extrair relações lógicas bastante complexas ou até mesmo aparentemente inatingíveis. Jogar, por sua vez, é algo bem distinto, pois as condições de competição pressionam o enxadrista a resolver questões momentâneas derivadas de encadeamento anterior, que talvez possam eventualmente contribuir com estudos mais avançados, o que não necessariamente ocorre.

Obviamente a abstração e captura das relações geométricas por suas verdades universais independem do pensamento, seja este divino ou humano. Em contrapartida, mesmo que a análise computacional estabeleça um veredito final sobre o término da partida, o jogo de xadrez, por ter sua origem na inventiva simbólica humana, conviverá ainda por bom tempo com o desafio de extrair os conceitos lógicos suficientes e necessários para que a partida perfeita leve a um resultado previamente determinado, seja o mesmo empate ou vitória.


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Autoria: Roberto Telles de Souza (Árbitro Internacional)


Dundy - EUA vs Instrutor Willian - BRA

Jogue com o Fritz

Ataque Grob - Crianças nunca façam isso!!!!

O Xadrez é algo mais do que um jogo; é uma diversão intelectual que
tem um pouco de Arte e muito de Ciência. É, além disso, um meio de
aproximação social e intelectual. (GM J. R.Capablanca, ex-campeão
Mundial)