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quarta-feira, 28 de março de 2018

Aprenda a jogar o Ataque Grob!!!!



Instrutor Regional de Xadrez pela CBX

 Confederação Brasileira de Xadrez, Licença: 5700568643 ID nº.77


 



Esse material é baseado no livro "The tactical Grob - Cloud Bloodgood"

O Tático Grob
por Claude F. Bloodgood III
Edited por Tartajubow
Tradução: instrutorwillian

Nota: Este informativo não contém os jogos completos incluídos no trabalho originalmente publicado por Bloodgood sobre o "Ataque Grob". Devido a melhorias nas analises feitas por Tartajubow e algumas notas do tradutor, para defender ideias filosóficas no campo "heterodoxo" do xaddrez.



 SUMÁRIO
Parte 1  - O gambito aceito
Parte 2 - A grande diagonal reforçada
Parte 3 - A defesa de jogo aberto
Parte 4 - Outras linhas depois de 1...d5
Parte 5 - 1...e5
Parte 6 - 1...e5 d3!
Parte 7 - variedades




Parte 1 - O gambito aceito


O Ataque de Grob possui um gambito básico diferente de qualquer coisa na teoria moderna do xadrez. Todo conceito básico de desenvolvimento e colocação de peças devem ser descartado uma vez que 1.g4 é jogado, e isso aplica-se ao jogador de pretas ainda mais do que para o jogador de brancas. Aceitando o peão g4 no Grob, é aceitar problemas imediatos, mas por minha experiência, os jogadores que enfrentam isso
pela primeira vez, é mais provável que façam exatamente o que é ensinado aqui, em meu blog.

Para propósitos práticos, esta é a introdução lógica do Grob, o que utiliza o que eu chamo por estimada consideração de "Lógica de Basman" (baseado nos conceitos de um grande enxadrista na qual sou fã de seus jogos, o M.I. Michael Basman), que diz "as peças devem ingressar ao centro em ordem contraria a sua força", ou seja contrariando jogos de mestres (que sempre seguem os princípios gerais da abertura como colocar peões no centro, centralizar bispos e cavalos, mexer as peças somente uma vez na abertura, a menos quando capturam ou evitam ser capturadas, fazer o roque o mais rápido possível, etc.) onde as peças procuram se posicionar no centro, onde elas são mais fortes. O problema é que quanto mais valiosa a peça, mas exposta ela fica no centro, é o que sugere o princípio exposto aqui.

A teoria do Ataque Grob não subestima a importância do centro, a questão é: Quando as peças devem chegar ao centro?

Levando em consideração que, o peão é a peça mais fraca, qual a peça mais fraca que um peão? A resposta é simples, NADA é mais fraco que um peão. Essa premissa conclui que como consequência, não podemos colocar nada no centro, no começo do jogo, e é com lances como 1.e4 ou 1.d4 ou suas equivalentes de pretas que consideramos prematuras, levando a uma exposição indevida da posição central.

Um estudo moderno feito em 1999 sobre o valor relativo de peças, proposto pelo GM Larry Kaufman nos ajuda a entender de um modo diferente o valor dos peões. Ele utilizou recursos em computadores para analisar estatisticamente diversas relações de material em dezenas de milhares de partidas, o que lhe permitiu estabelecer um método de calcular os valores médios das peças. Esse valores são sempre relativos, e o valor de uma peça é comparado ao valor de outra, e o peão é claro, é a unidade básica de comparação.


Como esses novos valores de peças estão estabelecidos por estatística, não é levado em consideração a posição ou a possibilidade de uma jogada tática, essas considerações em uma posição sólida, pode contrariar qualquer escala de comparação.

Segue a Tabela:

Observação: os valores dos peões da torre, da coluna "a" e "h" é menor por se encontrarem na borda do tabuleiro, pois atacam apenas 1 casa. Kaufman ainda estabelece um bônus de 0,50 (1/2 peão) ao par de bispos.


A vantagem material mínima para se ganhar uma partida!
Quando não temos uma compensação posicional ou tática, concluímos segundo Kaufman que a menor vantagem material para ganhar uma partida é de 1,75 peões.

Não quero afirmar aqui, contrariando outros mestres e jogadores que tem o meu profundo respeito (assim como certa vez me disse um GM brasileiro: o Grob não é xadrez!!!) que não se pode ganhar um final com a vantagem de um peão, ou ainda que não se pode empatar um final com dois peões a menos, o que é loucura. Mas apenas enfatizar que em muitas situações, a menor vantagem material decisiva equivale a 1,75 de peões. Não se esquecendo dos valores da tabela e o bônus pelo par de bispos.

Abaixo a tabela com o cálculo de vantagem material equivalente em algumas situações de material desbalanceado:

Voltemos a posição inicial da abertura Grob:


Esta posição simplesmente ocorre com muita frequência. As negras tem quatro linhas principais de jogo a partir deste ponto (com 1. c4 o nome da abertura "ataque grob" muda para "gambito grob" por causa da entrega desse peão) cada um
com seus próprios problemas peculiares.



3 ... dxc4? 


É fraco, (não há outra resposta se não Bxb7 ganhando a torre), então as pretas não pode devorar o segundo peão, mas deve defender o seu peão (d5)
mesmo que a defesa não possa ser realizada. As três primeiras linhas
consideradas, são tentativas de manter o centro (essa é uma das grandes debilidades do Grob)
Defendendo o peão preto d5:


Variação "A" com  3...c6;

Variação "B" com 3...Cf6!?;

Variação "C" com 3 ... e6.


A quarta linha, Variação "D" com 3...e5 !? é uma tentativa de evitar os problemas de defender o peão "d", mas não fica bem na prática.


Variação "A" (3...c6 4. cxd5!)

[4.Db3 Dc7 5.cxd5 cxd5 ...


(5 ... e6 6.h3! Bf5 7.e4 Bg6 8.dxe6! fxe6 9.Dxe6 + etc.)

6.Cc3 e agora:

6 ... d4? 7.Cb5 Db6 8.Bxb7 Be6 9.Df3 Dxb5 10.Bxa8 Cf6 11.Db7 com uma vitória fácil - Henry Grob.

(Se 8 ... Dxb7? 9.Cd6+ exd6 10.Dxb7 Pretas desistem; C. Bloodgood - J. Boothe, 1972)

A) 6 ... e6? 7.Da4 + com 8. DxB em seguida

B)6 ... Cc6! 7.Cxd5 Dd7 8.Da4 Tc8 9.d3 e5 10.Bd2 Cd4 11.Dxd7+ Bxd7 12.Rd1 com chances iguais.

(9 ... e6 10.Dxg4 exd5 11.Dxd7 + Rxd7 12.Bh3 + com Branco ganhando uma Torre por Bispo)


(11.Dxa7? Cc2+)

👆Ja fiz muito esse erro. Quem começa a aprender o "Grob", comete muito esse tipo de deslize, até mesmo tomar um mate por distração (nota do tradutor)

Continuando..

Variação "A" (3...c6 4. cxd5!) 1.g4 d5 2.Bg2 Bxg4!? 3.c4 c6 4.cxd5!

4...Cf6


[4 ... Dc7 5.Cc3 Cf6 6.h3 Bd7 7.e4 e6 8.dxe6 Bxe6 9.d4 Cbd7 10.Cge2 g6 11.Be3 Bg7 12.0-0 0-0 13.Tc1 Bc4 14.b3 Bxe2 15.Dxe2 Da5 16.e5 Ce8 17.Ce4 Cc7 !? 18.Cd6! Tab8 19.Cxb7 1-0 Grob, H-Chevalier, D / corr 1964 (19) com uma fácil vitória.;


(6.Db3 !? e se 6...e6 7.h3!)


(13 ... Da5 14.Bd2 Db6)


(17 ... Dd8 com ... Cb6 e Cd5 seguidamente)


4 ... Db6 5.Cc3 e5 6.Dc2 Cf6 7.a4 a5 8.d3 cxd5 9.Cxd5 Cxd5 10.Bxd5 Bc5 11.Be3 Bxe3 12.fxe3 Bd7 13.Cf3 1-0 Bloodgood, C-Clark, J / corr Zugzwang 1975 (23) com pequena vantagem para o branco .;


(11.Dc4? é fraco pois Db4+ alivia a pressão sobre o preto)



(12 ... Dxe3? 13.Dc4 Dd4 14.Bxf7+ Rd8 15.Db3 com vantagem para o branco)

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O Xadrez é algo mais do que um jogo; é uma diversão intelectual que
tem um pouco de Arte e muito de Ciência. É, além disso, um meio de
aproximação social e intelectual. (GM J. R.Capablanca, ex-campeão
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